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Ei, saiu nossa primeira carta de conjuntura. Confere ai !


Segundo levantamento compilado pela Infinity Asset, o Brasil é o país com a maior taxa de juros real do mundo. Com relação a taxa nominal fica em segundo lugar, atrás apenas da Argentina, afetada pela hiperinflação. Na última reunião, realizada em 03 de maio deste ano

pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a taxa de juros se manteve inalterada, em 13,75% ao ano, apesar das pressões exercidas para sua redução, mantidas sobretudo, pelo Presidente e pelo Ministro da Fazenda, por considerarem que a atual e elevada taxa de juros não contribuiria para redução da inflação, já que esta não possui suas causas justificadas pelo aumento da demanda. Contudo, o BACEN parece discordar desta avaliação, e afirmou em ata divulgada que “observa-se uma dinâmica inflacionária movida por excessos de demanda, inicialmente em bens e que atualmente se deslocou para o setor de serviços, e que, portanto, requer moderação da atividade econômica para que os canais de política monetária

atuem”.

A taxa de juros é o instrumento monetário utilizado pelo Banco Central, para atingir seus objetivos principais: (1) o controle da inflação e (2) e o controle do nível de emprego. Considerando o debate apresentado e os objetivos desta política monetária, é possível levantar o questionamento: É alta a taxa de juros atual do Brasil? Para esclarecer esse assunto, é necessário avaliar a conjuntura econômica atual e o impacto dessa taxa de juros nas necessidades dos agentes e setores econômicos.



 
 
 

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